Paulo F.

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Segunda-feira, Julho 17, 2006


E quem queria o endereço do blog novo:

Todo mundo quer a vida que eu pedi a Deus:
http://pediadeus.blogspot.com/

Visitem.
Fui

posted by Paulo F. 5:36 PM Pitacos:

Segunda-feira, Abril 17, 2006


Os urubus rodeiam, são 4 ou 5 e eu posso vê-los através de minha janela.
Não estão bem acima de minha cabeça, mas seu vôo circular e uma sensação morta pairam no ar.
A chuva também cai, fina e quase invisível. Chuva de molhar bobo como diriam na minha infância. Infância essa que também paira morta no ar, mas já foi comida pelos urubus há muito tempo.

A cor cinzenta do dia, meus olhos que se recusam a abrir completamente, a mágoa, a desilusão completa, os urubus e a morte completa quem eu sou hoje. Algo que me tornei assim que o último pedaço de inocência foi levado pelos ares em vôos circulares. A única coisa nova é a morte. Eu não a conheço de perto, sequer cogitei ou cogito conhecê-la, mas de longe parece sedutoramente uma boa resolução para esse sentimento.
Não há muita diferença entre o que ela oferece e o que parece acontecer ao meu redor. Talvez haja uma calma acolhedora ou uma alegria reconfortante ao se livrar do peso. Talvez haja mais desilusão ao não acontecer nada disso. Seria perda de tempo então. Mas pensando bem, o que não é.

O engraçado é que ao digitar essas palavras uma nuvem se afasta e um forte raio de sol entra pela janela. Há dois dias atrás eu acharia que é um sinal. Hoje, nesse momento acho que é mais uma das enganações. E eu sou do tipo que acredito piamente em enganações. Eu acredito em muita merda que vejo, acredito nas pessoas, no amor, em seguir suas convicções e como todo mundo que crê em algo, eu me fodo.

E é só passar a páscoa para provarmos que é verdade. Na páscoa o sujeito mais gente boa que apareceu por aqui há quase 2000 anos também se fudeu por acreditar em alguma coisa. Por mais que o sol entre, que a chuva pare de cair, que os urubus sumam do céu, ainda há a sensação de morte, uma morte interior, mas forte, menos perceptível e mais perigosa do que a exterior. Há a morte de uma idéia. De alguém que você se supunha ser, e que de repente é obrigado a encarar a verdade nua e cruamente... sem dó, sem mão para apertar.

Ninguém quer mais saber da tristeza alheia, uma ou outra alma ainda conseguem entender o que acontece e se abstêm de perguntas ou conselhos inúteis, mas a maioria quer mais sangue correndo no prato. Aproveitam que você está embaixo para chutar mais e melhor. Golpeiam sem dó e pedem respostas, misturam sensatez com sensibilidade e depois de ano assistindo novelas da globo e lendo livros de auto-ajuda se acham capazes de te ajudar. Empurrando de vez no precipício.

Mas não só culpados. São pessoas. Pessoas são odiáveis na maioria dos tempos. Eu sei, sou uma delas e isso piora a situação. Por isso sou o único culpado, e o único a quem devo odiar, por ter achado por tanto tempo que qualquer luz do sol que entra pela janela é o sinal de que algo vai mudar. E certamente as coisas mundam.
Mas nunca para melhor.

Esse é o texto de despedida desse blog e desse site.
Quando criei esse espaço achei que seria bacana achei que as pessoas me leriam, achei que faria algum sentido. Quase 4 anos se passaram e nada aconteceu. Então é hora de finalizar por vez mais essa etapa. Tornar-se invisível é a única resposta.
Quem realmente quiser o endereço do novo blog me escreva pedindo.

Até a vista.

posted by Paulo F. 11:28 AM Pitacos:

Sábado, Abril 15, 2006


Que deus me perdoe e me proteja e me afaste desse tipo de sujeito.
Esses caras que são teus amigos quando não há mulheres por perto, mas que quando surgem com suas mãozinhas dadas te tratam como alguém por aí e se crescem botando banca. Pois de lá ele sabe que não faço ninguém de bobo por mulher nenhuma e faço as coisas de modo que viva bem comigo mesmo.
Deus me dê paciência e mantenha as armas longe de minha mão nessas horas porque eu sou bem capaz de usá-las.
Nunca usaria num amigo.
Mas um amigo nunca faria esse tipo de coisa.

Deus me ajude com essas filhas da puta mal agradecidas que não sabem como funciona um telefone ou pelo menos não sabem que eles servem para ligar para as pessoas que no mínimo pensam nelas algumas horas por dia. Deus me livre das angustiosas sensações de ser esquecido a cada 10 minutos.
Ah mantenhas as malditas armas bem longe. A loucura é facilmente alcançada por uma alma perturbada.
Pessoas especiais não merecem isso.
Mas uma pessoa especial não faria esse tipo de coisa.

Ah senhor me livre dos malas que me tocam o telefone às 3hrs da manhã querendo um lugar para ficar. Que os ensine a pagar hotéis ou voltarem para casa antes do último ônibus se não forem capazes de arranjar algo para fazer até a hora do primeiro ônibus.
Facas, espadas, punhais, pistolas, bastões, tacos de baseball e pedaços de madeiras velhas. Afastai de mim essas malditas ferramentas de morte. Pois é bem capas que causem exatamente isso, morte, se coloco a mão numa dessas numa hora dessas.
Algumas pessoas têm liberdade irrestrita comigo desde que a conquistem.
Mas essas pessoas não fariam esse tipo de coisa.

E por fim pai. Se queres continuar com os golpes dai-me uma luva de boxe. Golpes justos merecidos.
Pois não sei se dei o primeiro golpe para começar essa maldita luta, mas se a coisa continuar assim, tenho certeza que não darei o último também.
8... 9... 10...

Amém

posted by Paulo F. 8:26 PM Pitacos:

Quinta-feira, Abril 13, 2006


Eu confesso que tava meio cabreiro com essa história de Oficina de Interpretação. Imaginei que teria que ficar me jogando pelo chão, olhando para o céu, interpretando uma samambaia nascendo. Mas como eu tava a fim de me divertir - e sabendo que nesses lugares há muita mulher - resolvi fazer mesmo assim a oficina com a Fernanda D`Umbra. Mas poxa, é com a Fê, eu devia ter imaginado, a probabilidade de ser uma oficina mala é bem pouca.
E aí começa aquela coisa de sentar em roda, todo mundo se apresenta e fala de si mesmo, o que é legal só na parte de escutar. Na hora de falar minha voz sai com outro tom, o jeito de falar é irreconhecível e vai por água abaixo meu plano de ser um cara misterioso e quase outsider. Logo eu que queria ser uma espécie de Wolverine do grupo começo a fazer piadinhas...
Aí quando acaba as apresentações eu penso:
É agora, agora vamos virar atores e aproveitar para limpar o chão. É o grande balé das almas teatrais despontando para um mundo cheio de....
- Então pessoal a gente vai agora até a Comix, lá nos vamos escolher uns quadrinhos, comprar e vamos montar cenas dessas revistas. Vamos lá...
Primeiro, alívio.... E aí você se dá conta que está no lugar certo, com as pessoas certas, e a "professora" não podia ser melhor.
Graças ao bom Deus que guarda os cemitérios de automóveis do mundo e nossas carcaças de ferro calejadas e semi-mortas.
E foi só a primeira aula.

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Um dos melhores filmes da mostra, ao lado de Factotum, 2046 e Broken Flowers foi Estrela Solitária o novíssimo filme do Win Wenders, que além de tudo tem roteiro do Sam Shepard.
Eu já tenho meu bucaneiro e já revi umas duas vezes.
É muito bom, engraçado, divertido, triste e poético.
Eu achei que não ia estrear no Brasil, mas o Leandro me avisou que na semana que vem o filme entra em cartaz. Assim, sem divulgação nem nada. É capaz que fique em apenas algumas salas. Mas se vocês confiam na opinião do degas aqui, vale a pena o esforço para conferir. Um filme como há muito tempo eu não via.

posted by Paulo F. 12:22 PM Pitacos:

Quarta-feira, Abril 12, 2006


Acho que a maior verdade que já disseram sobre escreve é aquela em que o sujeito diz que escrever o salva da loucura. Sei que o Bukowski dizia isso, mas acho que ele não foi o primeiro nem o último a dizer isso. Esse troço maluco de brincar de Deus com as palavras é uma coisa tão intensa e reveladora que deve ser por isso que muitos escritores (os bons escritores) têm um certo medo de enfrentar a máquina de escrever. Alguns simplesmente desencanam e se atiram somente nos momentos de desespero e outros utilizam a falta de disciplina como desculpa para não ter que encarar o papelzão branco de frente.
Eu me encaixo na segunda categoria. Desde que comecei a levar essa vida de "Chinaski", como diria o Randall, que venho evitando me defrontar com o branco das minhas idéias. Às vezes um bom diálogo, uma cena, uma imagem muito boa me surge na mente mas eu prefiro continuar deitado, ou conversando no MSN ou vendo filme, simplesmente a ignoro. E eu costumava achar isso perigoso. Erroneamente achava que deveria levantar num horário bom, ligar o computador e passar o dia escrevendo, produzindo, dando vazão. Até tentei, mas não sai nada de bom, acredite.
Acho que a disciplina é o problema. As melhores coisas que escrevi nesses dias foram em dias cansados onde os acontecimentos foram intensos sob a luz pálida da lua em madrugadas que nunca terminavam enquanto meus olhos já não conseguiam guiar direito as pontas dos meus dedos.
Tudo direto numa noite só.
Dias em branco.
Escrevi uma peça em duas noites. Um roteiro e um edital em uma semana. E nada em quase três meses. O Henry Miller diz que é preciso um tempo para se acostumar, para se desintoxicar das traves que o cérebro ganha quando se vê encarcerado pela rotina diária. É preciso liberdade para se criar o pensamento livre.
O velho do "Bonecas Russas" dizia para o neto: Escreva coisas importantes.
E eu penso. Será que alguém falou isso para o Fante, para o Hemingway, para o Dostô? Será que eles precisaram desse tipo de empurrão. E a tal disciplina?
Eu desconheço o processo de trabalho do Fante. Sei que ele amava o que fazia e escrevia patologicamente. Guiado por fantasmas, um deles sua própria fome. Até que a coisa engrenou, e aí acredito que seja mesmo difícil parar. Hemingway vivia à sombra de Dostô. Seu sonho era ser o melhor escritor do mundo, mas com o russo na parada ficava bem difícil. E isso torturava o velho Hem.
Já o Fidor não era guiado por fantasmas, mas os perseguia e era perseguido por eles diariamente. Mas naquela época era diferente. Podia-se vender um livro sem tê-lo escrito e gastar tudo no jogo enquanto se esquece o desejo de matar o próprio pai. E daí surgem coisas maravilhosas.
Medo, delírio, fuga, indisciplina, coragem, liberdade.
Isso todo faria um homem ser perfeito. Porém é um mundo louco esse em que vivemos, e ao invés de atingir a perfeição esses valores faz de um homem um bom escritor. E isso nunca quer dizer que a paz venha no pacote. Ao contrário, a paz se dissolve quando se tenta juntar tudo isso.
Perante os olhos dos outros você é louco.
Mas é apenas a tal redenção que se alcança, em meio à solidão e com ratos roendo suas barras. Não melhor definição de sanidade.

posted by Paulo F. 12:11 PM Pitacos:

Terça-feira, Abril 11, 2006


A semana começou bem.
O monitor pifou e fiquei sem pode trabalhar, internetar e fazer uma porrada de coisas que criei o hábito de fazer na frente do computador...
Logo nessa Segunda que eu estava com o post na ponta da língua.

Chamam isso de inferno astral.
Mas quem deu esse nome teria que me explicar infernos astrais de um ano inteiro...

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Porém, de alguma forma engraçada, lenta, dolorida e sublime as coisas se encaminham. Você acredita em algumas promessas, olha lá em frente esperando a porra de um sentido e continua caminhando. É sofrido e inquietante mas você sabe que não quer levantar da cama todos os dias pronto para vender sua alma para qualquer corja que encontra num anúncio de jornal.
Mas o grande mercador de armas tenta te convencer com viagens paradisíacas, livros, dvd´s, aparelhos que queima e mulheres lindas que só abriram suas coxas perfeitas se você disparatadamente levá-las ao teatro abril ou alguma pizzaria cuja renda salvaria um pequeno país da África.
Mas só o que você pode fazer é sentar com o queixo no joelho, abraçando as pernas o mais forte que quiser e prezar os pequenos paraísos que as vezes acontecem na sua sala e você reabastece para mais dias de desespero e desolação.
Mas no final é passar por isso que vai te tornar sagrado, que vai fazer olhar sua vida miserável pelo retrovisor e respirar fundo, aliviado por saber que de alguma forma sua vida foi sua, seu coração está purificado e que principalmente sua alma continua sendo sua.

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Bonecas Russas é ducaralho.
É um dos filmes Paulo F. do ano com certeza.
Eu gosto de continuações de uma forma geral. Mas esse superou em muito o primeiro filme, que não deixa de ser muito bom também.
Só posso dizer que é uma espécie de 2046 misturado com O Homem que Amava as Mulheres com pitadas de Alta Fidelidade e todos esses filmes sobre homens buscando esse treco onírico chamado amor.
Não vou contar mais pra não estragar a surpresa. Quem quiser que isso aconteça é só ler as críticas nas maiorias dos sites. Se der sorte ainda pega uma crítica que fale realmente do tema do filme, e se achar me avise, pois até agora não achei nenhuma.
Fica a dica.

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MUSA

Essa é minha musa desde a adolescência.
Sempre que essa carinha aparecia em Party of Five eu ficava todo ouriçado dentro de meus hormônios púberes. Depois ela fez uns filminhos meia boca, mas eu vi todos.
Até o Garfield senntiu o colinho dessa gata.
Com essa eu até casava... sem dó.

Jenifer Love Hewitt




Como diria o Leandro:
Essa é coro.

posted by Paulo F. 11:48 AM Pitacos:

Sábado, Abril 08, 2006




posted by Paulo F. 10:55 AM Pitacos:

Sexta-feira, Abril 07, 2006


Tudo o que é bom volta...

Albergue Espanhol é sem dúvida um dos filmes mais bacanas dos últimos anos. O tipo de filme que eu gostaria de fazer e se fosse um livro seria o tipo de livro que eu gostaria de escrever. Fora que aquela seria típica experiência que eu gostaria de viver.
Um filme é um filme e uma vida não acaba no The End como todos sabemos, e alguns filmes que falam mais da vida tendem a ter continuação e mostrar o que acabou acontecendo com aquelas pessoas que ficamos íntimos em duas horas. Talvez por isso o diretor Cédric Klapisch resolveu retomar a história de Xavier 3 anos depois que ele deixou de ser estudante, quando reencontra seus amigos que conheceu na Espanha no casamento de um deles no filme Bonecas Russas.
Mas o mais legal é ver os personagens alguns anos mais velhos, com outra postura, com outro estilo de vida

Bacana.
Ainda não vi o filme, mas já estou ansioso desde que fiquei sabendo de sua produção ano passado. Ele foi exibido na mostra do Rio, mas aqui em São Paulo nem apareceu. Então hoje eu vou conferir e depois falo mais.

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E agora uma homenagem para minha amiga Mary Jo.
Saiu a nova revista Sexy com a minha musa maior: Maryeva.
Já babei em todas as bancas de revista da Paulista e to negociando o cartaz que fica na banca aqui da esquina.
Provando a teoria de que tudo que é bom volta, os editores da Sexy fizeram uma escolha das mais acertadas.
Segue um dos textos que consegui ler depois de meia hora tentando - imaginam porquê né?

"Maryeva tem 25 anos, 1,73m, 90cm de quadril, 62 cm de cintura.
A medida certa da mulher dos sonhos de qualquer homem em sã consciência."

Não sei quem fez o texto e nem me importa. Só sei que o cara tá certíssimo.
Ainda não fiquei louco.

E para alegria da Mary Jo:


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E mais continuações.
Hoje também estréia Boleiros 2.
Como todo mundo sabe eu não gosto de futebol, não sou fã do esporte, não entendo nada, não jogo. E nem faço força para mudar uma dessas coisas. Por isso eu não vi Boleiros, mas nem foi por escolha, foi por falta de oportunidade mesmo.
Agora o Boleiro 2 é especial porque tem a participação de uma das melhores atrizes do Brasil.
A querida Fernanda D'Umbra, que a partir de Quarta-feira que vem será também minha professora. E quando falo que ela é uma das melhores não tô puxando saco não. Ano passado eu vi umas 10 peças com ela e a cada peça eu confirmo mais minha opinião. E conheço uma porrada de gente que concorda comigo.

Eu sei que isso não quer dizer nada, mas eu estava assistindo O que Restou do Sagrado no mesmo dia em que o Ugo Giorgeti viu. E foi vendo o trampo fantástico dela que ele teve a idéia de chamá-la pra fazer o filme - ou pelo menos acho, se eu tiver errado alguém me corrija.
Ah, no filme também tem a Lavínia Pannunzio, para deleite de todos nós, principalmente do Leandro - sem falar na Suzana Alves.

Então eu também vou ver o filme e depois eu falo melhor sobre ele.

O final de semana tá cheio de coisa boa (o blog também).
Só vê Faustão quem quer.

posted by Paulo F. 12:28 PM Pitacos:

Quinta-feira, Abril 06, 2006


Agora ele Vence!!!!



Todo mundo sabe quem é?

posted by Paulo F. 7:27 PM Pitacos:


Retirado de uma conversa sobre relacionamentos:

- Cara, eu nunca sei o que as mulheres estão pensando.

- Eu nunca sei o que ninguém está pensando.

- Você acabou de responder uma das maiores questões da era moderna.

- Tá bom, bebe sua cerveja antes que esquenta.


posted by Paulo F. 12:25 PM Pitacos:

Quarta-feira, Abril 05, 2006


Os melhores já disseram

Eu lembro do filme Separações, em que o Domingos de Oliveira fala dos projetos.
"Projetos que eu mesmo invento, que eu mesmo cavo, se eu ficar em casa esperando eu morro de fome."
E eu nunca entendi esse troço de cavar projeto. Só que é aquela história, quando a água começa a bater na bunda você aprende a nadar.
Por isso essa semana eu comecei a fazer 2487 coisas pra ver se consigo descolar pelo menos alguma graninha a longo prazo. A curto prazo, sempre aparece algo para nos salvar na hora do desespero. O Bukowski dizia isso, que quando o desespero chegava no limite do suportável, alguém comprava um conto, aparecia um cheque de devolução do imposto de renda, e todas essas coisas saudáveis. O mês é longo.
Porém, gente sempre é obrigado por alguma força incompreensível a pensar no futuro. E aí eu lembro do Tom Waits falando no Down By Law: Não dá pra ficar pensando no presente.
Só que eu penso. Eu já acho ruim demais tudo passar por mim sem que eu aproveite por falta de grana. Não dá pra beber nas custas dos outros, não dá pra comer na custa dos outros, cinema, teatro... todo mundo tem seus problemas. Na verdade até dá, mas eu não faço isso, e não gostaria que fizessem comigo.
Mas agora a semana já dobra a última esquina, editais apareceram, uns projetinhos bacanas e com gente bacana que nem imaginava dar certo. Vamos ver o que rola.
Enquanto eu não for obrigado a vender meus livros fico feliz. No dia em que isso tiver que acontecer talvez eu seja o primeiro a ter uma biblioteca embaixo da ponte.

posted by Paulo F. 11:46 AM Pitacos:

Segunda-feira, Abril 03, 2006


São tempos negros para este que vos escreve.
Desilusão, peste e a inevitabilidade da fome e até mesmo da morte.
Desvanecer aos poucos é uma arte tão meticulosa que a poucos é dado tal talento.
Esse final de semana descobri que minha situação é feia, triste e desconfortável. Muitos cifrões acenam para mim nas mãos dos cobradores e nenhum entra das mãos dos pagadores. Quando a equação fica desequilibrada assim a coisa fica muito feia. Aliás a coisa já tá feia. Nessa semana meu carro vai para o abatedouro: Adeus... nas próximas... vai saber o que mais pode ir.
Mas já diria Bukowski

Se vai tentar
Siga em frente
Se não, nem comece
Isso pode significar perder namoradas, esposas, família, trabalho
E talvez a cabeça
Pode significar ficar sem comer por três dias
Pode significar congelar num banco de parque
Pode significar cadeia
Pode significar caçoadas e desolação

A desolação é o presente
O resto é uma prova da nossa paciência
Do quanto realmente quis fazer
E farei, apesar da rejeição
E será melhor que qualquer coisa que possa imaginar

Se for tentar vá até o fim
Não há outro sentimento como esse
Ficará sozinho com os deuses
As noites serão quentes
Levará a vida com um sorriso perfeito
É a única luta pela qual vale a pena lutar.

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Coisas ruins, boas e safadas.

Ruins
Documentário novo do Kiko Goifman (se é assim que se escreve, se não for, foda-se) Ato dos Homens, uma afronta à inteligência de qualquer pessoa que tenha mais de 2 neurônios. Não sei qual é a desse povo que se mete na favela para denunciar alguma coisa e não sabe o que está fazendo. Ridiculariza tudo e todos, não respeita nada nem ninguém, se acha genial, e o pior as pessoas riem, riem da própria estupidez. Se não fosse de graça eu teria pedido meu dinheiro de volta.
Mais um claro desperdício de nossos impostos.

Boas
Vi dois filmes bons esse final de semana.
O primeiro é Osama, sobre uma menina Iraniana que precisa se vestir de menino para sustentar a família (o regime Talebã não permite que mulheres trabalhem), mas é recrutada para participar do treinamento talebã. Um bom filme. Forte e direto, sem julgamentos, sem filosofias, uma história apenas.
Kiko deveria assistir pra aprender.
Outro filme é antigaço e eu não tinha visto ainda. Aeroporto.
Acho que não se fazem mais filmes como antigamente onde a atuação e roteiro são considerados o mais importante. Nesse filme a edição também é bem bacana. Mulherada linda incluindo Jean Seberg. Filmão na madrugada.
Pedaço de diálogo que me chamou a atenção.
O piloto, depois de fazer algo totalmente impossível com Boeing respira aliviado, o co-piloto diz:
- Nossa, no papel isso é considerado algo impossível.
O piloto, mascando um charutão, manda:
- É isso que eu gosto nesses boeings. Eles não sabem ler.

A Safada
120 dias de Sodoma no Satyros.
Eu poderia falar da mulherada linda e nua que desfila perante meus olhinhos pidões.
Poderia falar da direção.
Poderia também falar do texto de Marquês de Sade.
Mas como eu me sinto exatamente como aqueles personagens, vou ficar em silêncio por um tempo.

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Cada merda...

Essa é uma estátua da Britney Spears dando a luz.
O cara fez essa estátua para a fundação pró-vida ou algo que o valha, e ela vai ficar num museu em Nova York. O motivo da homenagem é porque a loirinha aí preferiu ter um filho ao invés de continuar a carreira.
Ela está nessa posição e ali no fundo dá pra ver a cabeça do nenê saindo.



Na réplica da estátua feita por um conhecido dono de uma fábrica produtos eróticos, sai a cabeça do nenê e fica um buraco siliconado.

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MUSA
Off course...

Jean Seberg


Poucas conseguiram.
Poucas conseguirão.

posted by Paulo F. 1:01 PM Pitacos:

Segunda-feira, Março 27, 2006


ShopGirl

Acho que a despretensão é a melhor maneira de se fazer uma coisa legal. Quando uma pessoa não tem arroubos artísticos, literários e cinematográficos, as chances de ela fazer uma coisa bacana que vale mais do que mil arrotos de genialidade.
A Garota da Vitrine é uma dessas coisas. Um filme sessão da tarde, para se ver acompanhado, dar algumas risadas e voltar para casa com a mente serena, como deveria acontecer numa noite de Sábado perfeita. Baseado no livro de Steve Martin - sim o cara escreveu um livro - e roteirizado pelo próprio - sim, e o roteiro é bacaninha - o filme conta a história de Mirabele, que tem uma vida chata vendendo luvas numa loja chique, até que ela conhece um ricaço e um pobretão, mas não sabe quem escolher.
A história é séria e melancólica, tirando uma ou outra cena protagonizada por Jason Schwartzman que realmente são hilariantes e os personagens são tão reais que dá até medo. Apesar de ser uma comédia romantica dramática, o filme foge de alguns clichês e o trabalho do diretor e do fotógrafo de cena é muito bonito, nada WonKarWático, mas tem seu charme. O problema do roteiro são as narrações muito longas, acho que o Steve teve medo de perder coisas do seu precioso livro e tascou narração. Elas até são bonitas e nota-se que ele tem um estilo digno de nota, mas cansa.
Quanto as atuações. Claire Dannes é uma boa atriz, fora que tem aquela beleza só dela incontestável. O único porém é que ela não passa a idade que a personagem tem, 27 anos, e a gente fica achando que ela tem 18 ou 20 e acabou de se mudar para uma cidade grande. Já Steve Martin sai de seus papéis de comédia e assume no seu personagem o tom do filme: melancólico e sério, um cinqüentão solteiro e rico que não quer se envonver. Convence sem ser grandiloqüente. Talvez só Bill Murray fizesse melhor, mas ele já faz e muito esse mesmo papel. Já Jaso Schwartzman rouba as cenas em que aparece, o cara tem carisma e é engraçado, o único problema é que ele parece o Marcos Mion e quem não odeia o Marcos Mion?
A Garota da Vitrine, um filminho que surpreende, talvez seja até mais gostoso vê-lo em DVD em casa, mas de qualquer forma é um bom filme e merece ser visto. Fica a dica.


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Mas o que interessa é:

A MUSA

Eu nunca assisti Desperate Housewives, mas eu já tinha visto essa morena e ela me enlouqueceu desde a primeira olhada, com sua carinha de garota safada. Ela já passou dos trinta, mas eu nem ligo, acho que ninguém ligaria não é?

Eva Longoria... a musa da semana, do ano, e bem que poderia ser da minha casa também...

Ouch




posted by Paulo F. 12:10 PM Pitacos:

Sábado, Março 25, 2006


Prelúdio de uma partida

E um dia eu vou rir na cara de vocêa, pessoas que passam na rua e me ignoram. Um dia vão me achar quando fuçarem por aí e a única coisa que terão será a lembrança de terem me conhecido. Bonecos de metal frios como gelo cujo único sentimento é aquele que acontece no momento, que não são capazes de olhar para o lado, que cospem e vomitam baldes de bondade e não pensam duas vezes antes de ferir alguém. Se divertem alto com seus copos de cerveja sem respeitar a dor de quem está ao lado, de quem é invisível, lêem seus autores revolucionários antes de dormir com a cabeça calma no travesseiro e depois de ver a novela das oito. Que não sabem o significado de um gesto de sinceridade sem interesse nem que isso fosse capaz de salvar seus próprios rabos. Um dia perceberão que não sou invisível, que sou humano e pagarão por isso. Sequer me darei o trabalho de me vingar, acharei trabalho demais para algo tão pequeno. Enquanto sirvo para passar algum tempo, ir e vir de aeroportos, guardar lugares na fila de cinema, encontrar livros impossíveis sou bom. No momento seguinte sou nada. Um dia se felicitarão por rasuras minhas numa folha de papel, tornando-se cada vez mais inumanos, sem saber que foi suas maldades que me tornaram cada vez mais humano. E enquanto isso sofro, sinceramente e penso em acabar com tudo por não valer a pena perder um segundo do meu tempo com qualquer um de vocês. Mas perco e continuarei perdendo, porque sei que é isso que me faz me encontrar, isso que me faz continuar, isso me faz ser humano. Diferente de tudo o que hoje em dia se proclama assim.

Ferir

Hoje eu me feri
Para ver se ainda sinto
Me concentrei na dor
A única coisa que é real
A agulha fez um buraco
A velha e familiar dor aguda
Tentando matar tudo isso
Mas eu me lembro mesmo assim

O que eu me tornei
Meu doce amigo
Todos que eu conheço vão embora
No final

E você pode ficar com tudo
Meu império de sujeira

Vou te deixar mal
Vou fazer você sofrer

Uso essa coroa de espinhos
Sentado em meu trono de mentiras
Cheio de pensamentos quebrados
Que não posso consertar
Atrás das manchas do tempo
Os sentimentos desaparecem
Você é outro alguém
E eu continuo aqui

O que eu me tornei
Meu doce amigo
Todos que eu conheço vão embora
No final

E você pode ficar com tudo
Meu império de sujeira

Vou te deixar mal
Vou fazer você sofrer
Se eu começasse de novo
A um milhão de quilômetros daqui
Eu me cuidaria
Eu acharia um jeito

- Música de Trent Reznor composta especialmente para e imortalizada por Johnny Cash -

posted by Paulo F. 12:21 AM Pitacos:

Quinta-feira, Março 23, 2006


Fazia tempo que eu não escrevia no papel.
Acho que essa é uma arte que nunca foi praticada por mim. Exceto raros momentos em que registrei idéias relâmpago no caderninho de idéias e raras passagens da adolescência / infância que tentei manter diários. Fora isso, sempre fui viciado em teclas.
Quando herdei minha primeira (e única) máquina de escrever, passava horas datilografando um monte de coisas bobas, inventando histórinhas e até mesmo transcrevendo meus filmes e seriados favoritos, num lance meio de romanceá-los. Logo depois veio o computador, mas o computador veio numa fase em que eu me dedicava exclusivamente ao desenho. Mas não tardou o momento em que eu redescobri as teclas e novamente me viciei no ato de marretá-las com meus dedos.

E essa semana voltei a escrever no papel. Meu computador continua funcionando como podem ver. Mas como eu não tenho impressora, preciso escrever no papel para que as pessoas da Oficina de Adaptação de Textos e Roteiros para o Teatro possam ler o trabalho que estou desenvolvendo.
Como hoje é o último dia, o texto está semi-pronto. Adaptei o conto A Mulher Mais Linda da Cidade, eu até pesquisei outros contos, mas como estou no mês Bukowski, achei que estar inserido no universo do velho safado me ajudaria na adaptação. E tasca papel e caneta na minha mão, escrevendo sem parar.

A oficina em si é bem bacana, há tempos que eu não sentava e escrevia em qualquer lugar. Geralmente ando travado, dá medo, preguiça, falta de segurança. Mas é bom também ouvir alguns comentários e não se sentir um escritor completamente inútil. Fora que o pessoal é bacana e tem talento. Bom pra cabeça também que precisava distrair. Ter algo pra fazer é sempre bom, pode não trazer retorno financeiro, mas o espiritual é grande. Só o professor que deixa a desejar, mas faz parte da vida né... quem sabe faz, quem não sabe dá aula, como o Professor faz e sabe muito do que faz, ele não consegue dar aula direito hehehehe.
Zoeira Marião. Falar isso no último dia é suicídio.

Enfim, agora vou pegar minha caneta, papel e rabiscar mais algumas páginas. Terminar uma peça em uma noite não é nada fácil. Mas também não é impossível.

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Por falar em escritos.

Dois textos meus saíram no site Pessoas do Século Passado.
Eles estão lá desde dezembro mas só essa semana é que fui ver. Um deles está em destaque na página principal. Os dois eu já coloquei aqui, mas cliquem lá para dar Ibope ehehehe.
Se não acharem o segundo, é só digitar Paulo F. na busca que eles aparecem.

www.pessoasdoseculopassado.com.br

posted by Paulo F. 11:16 AM Pitacos:

Segunda-feira, Março 20, 2006


Faxina geral.
É hora de varrer pra longe mesmo as pessoas que não valem a pena manter do lado. Eu tenho essa mania de ficar forçando situações, de ficar fazendo vista grossa e de ter esticar o saco mais do que ele agüenta. Só que não há necessidade para isso. Você acaba passando tanto mal que nem percebe. Por isso mesmo a faxina sempre é bem vinda. MSN, Orkut, coisas que você não consegue ignorar e que sempre te colocam numa fria. Então suma com elas, assim você não vê para ter que ignorar.
Finito. Adeus.

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Eu falaria do final de semana se houvesse alguma coisa para falar.
Talvez eu fale do nosso exmo prefeito idiota que nos fez cadastrar a porra do bilhete único mas não fez com que configurasse direito as catracas do ônibus. Então, durante 2 dias que pessoas que já não tem muito dinheiro tenham que pagar duas passagens. Dois dias que a receita aumentou 100 % né Sr. Serra, deixando a culpa na mão dos cobradores e fazendo os pagantes de impostos com cara de bobo? E como reclamar? O que fazer se quem atende é mais desinformado, mais ignorante do que qualquer outro? Ou é mais uma jogada da máfia dos transportes públicos. E agora além de saber quem eu sou, conseguem saber quantos ônibus eu pego, para onde vou e tudo. É isso aí.... continuem assim.
E acho interessante dizer também que quem defende um idiota como esse José Serra são exatamente as pessoas que têm seus carros prontos na garagem ou que circulam por aí pra cima e pra baixo de taxi. Pimenta no cú dos outros...

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E para desestressar:

Keira Knightley


Simplesmente não dá pra ficar imune.

posted by Paulo F. 12:14 PM Pitacos:

Domingo, Março 19, 2006


Esta é minha vida.
Só que ao invés de 1972, coloquem 1980.


posted by Paulo F. 9:15 PM Pitacos:

Quinta-feira, Março 16, 2006


Eu confesso. A preguiça, o sofá, o livro, a Tevê e o ato de coçar o saco ininterruptamente são muito mais sedutores do que sentar na frente do computador e escrever algo para esse blog. Enquanto espero "o trabalho chegar" prefiro ficar por aí chutando lata.
O grande problema é que eu tenho algumas coisas para fazer e fico protelando. Acho que na verdade é medo de encarar o papel (ou tela, dá na mesma). Uma vez eu li algo no blog do Mário que dizia "não alisa, toca!", acho que tinha a ver com guitarristas mas ele dizia que tinha vontade de dizer a mesma coisa para alguns escritores, e à vezes preciso me lembrar disso para levantar a bunda gorda da cadeira e criar coragem, mas nem sempre dá certo.

Segunda e Terça segui todas as regras. Peguei firme na tradução, até fiquei impressionado, fiz anotações e mais anotações para o roteiro, terminei Fabulário Geral... e comecei Crônica do Amor Louco e já adiantei bem a leitura desse, fui para a faculdade, assisti Permanent Vacation, enfim, os dias renderam.

Aí na Quarta caio na estrada com a família para ver umas coisas de terreno. Algumas coisas chatas e outras legais que contarei mais apropriadamente depois. É incrível como ultimamente tudo vira conto na minha cabeça. Depois de dirigir por mais de 9 horas cheguei em casa com o corpo dolorido, com sono e quando achei que poderia tomar um banho e relaxar, toca o telefone e surge um convite de bebedeira num dos bares aqui de perto. Pros diabos, pensei, eu preciso de um drinque. E o drinque virou sinuca e quando capotei - não há outro termo mais apropriado - no travesseiro já passava das 4.

Hoje o olho força para ficar aberto e nem faço a cama já que caio nela de cinco em cinco minutos. E daí se explica a preguiça, o sofá, o livro, a tevê e o saco sendo coçado. Só parei para almoçar com a Camila e pegar o novo do Nick Hornby na Cultura - quem inventou o conceito de Cartão de Crédito pode ser um anjo ou um demônio, mas é genial. Mas o ócio é saudável, o que seria de nossas pobres cabeças sem ele? O problema dele reflete é no bolso, e nos cabelos que caem pelo chão enquanto os arranco pensando em como alegrar o proprietário do apê que quer ver o dinheiro dele. Paciência.

Por isso é que meus dias nessa cidade estão contados... eu acho.

E como ontem não escrevi, fiquei devendo a Musa do dia, que vem hoje.
Como resolvi rever Betty Blue hoje, é claro que aquele rosto, aqueles lábios - e aqueles seios não saem da minha cabeça, e por isso, quebrando qualquer programação e qualquer coração a musa de hoje fica sendo:

BÉATRICE DALLE



Ah!
A livraria Cultura, eu preciso comentar sobre o mal que ela me causa. Livros? Com o diabo com os livros. Eu falo das funcionárias. Não sei qual é o processo de seleção, mas algumas daquelas mulheres me fazem ficar colado na vitrine, babando e apenas imaginando que tipo de conversa teríamos na cama. Uma delas, é aquele tipo que sabe que é bonita, mas não gosta disso, prefere parecer inteligente e ocupada então passeia correndo pelas prateleiras olhando para todos os lados, querendo se mostrar interessada e atenta ao seu trabalho, mas quando pára no seu computador para pesquisar algo ou quando sorri para atender aquela velhinha que todo dia pergunta do mesmo livro, relaxa, perde a resistência deixa aflorar toda aquele jeito demolidor que só uma garota das boas tem. A outra com um rostinho de criança não tem medo de se parecer linda, e aliás, quanto mais melhor ela deve pensar, por trás do balcão com seu decote indescritível, sua barriga retinha à mostra e uma bunda pequena mas arrebitada apertada numa calaça que faria qualquer um errar a senha do cheque eletrônico ou até mesmo a assinatura no cheque. E o mais engraçado é vê-la sendo séria e competente, sabendo que nenhum homem poderia suportar não olhar diretamente para seus atributos, mas mesmo assim preferindo não acreditar que isso aconteça. Não é a toa que é uma das melhores livrarias da cidade. Você encontra o novo do Hornby, o livro do Furtado, os Diários do Kerouac e ainda enche os olhos com tanta beleza.
Ah, Mulheres...

posted by Paulo F. 10:53 PM Pitacos:

Terça-feira, Março 14, 2006


Tem uma hora que você começa a sentir que está fazendo alguma coisa errada, ou simplesmente alguma coisa que não devia. Você olha em volta e percebe que tudo está se tornando estranho. Coisas, pessoas, objetos, estão todos com uma superfície áspera e cheios de pequenos espinhos que só aparecem quando já é tarde demais. Logo eles estão espatifados no chão sua mãe dói. E o engraçado é que você não se importa com a dor.
Você sai na rua, seja noite ou dia, e tudo incomoda, as pessoas sorriem muito, as mulheres são muito bonitas e você que voltar correndo para casa, mesmo sabendo que não se sentirá bem ali. Parece que não há um lugar onde possa ficar. Talvez no alto de uma árvore, ou na Antártida, vivendo dentro de um iglu. Talvez você não queira mais ver gente, talvez não queira conversar, avistar nem ter nenhum tipo de expectativa com ninguém. Está farto de promessas que não são cumpridas e pede aos céus para que enviem um meteoro que destrua de uma vez toda essa coisa sem sentido que você faz parte.
O pó vai acumulando, grossas crostas em todas as superfícies. Você tem preguiça de tocar senão terá que limpar, olhando para o outro lado acha sinceramente que aquilo tudo vai desaparecer. Mas sabe que uma hora vai bater o vento forte e no momento seguinte você estará tossindo. E mesmo assim não se importa.
Tenta se transportar para outro mundo, para outra vida. Tenta enganar o corpo com pensamentos geniais, tenta plantar uma certa alegria. Mas essas coisas são como plantas que não crescem em qualquer terreno. Precisam de um lugar seguro, no entanto, as ervas daninha tomam conta, se enroscam em todos os lugares e haverá um momento em que tomaram conta e aí, tarde demais.
Você pensa, a solidão é assim mesmo, todo mundo é assim, você imagina sorrisos e vê a lua através da janela, formando dois ou três reflexos sob o pó, fecha os olhos e dorme mal. Passa tanto tempo dormindo acordado que à noite é lenta e dolorosa, a cabeça dói e os olhos pesam.
Você tenta encontrar um caminho, tenta olhar para as outras partes mas a única coisa que parece fazer sentido agora é a estrada, o lugar não se sabe onde. Aquele ponto além do horizonte que só existe quando se chega lá. Talvez seja isso, talvez a fuga. Arruma as malas, pega o que é importante, tranca a casa, deixa uma carta e vai. Fugir nunca foi ruim. Ruim é ficar e lutar se a batalha já estiver perdida.

"You're gonna be knowing
the loneliest kind of lonely.
It may be rough goin',
just to do your thing's
the hardest thing to do.

But you've gotta make your own kind of music
sing your own special song,
make your own kind of music even if nobody
else sings along."

posted by Paulo F. 12:01 PM Pitacos:

Segunda-feira, Março 13, 2006


...e agora é hora da...

MUSA

Eu já vi ela em vários filmes, alguns são bem chatos, mas a presença desse rostinho justifica qualquer sacrifício.
Eu já vi ela loira, ruiva, castanha e bem morena. Nunca me decidi qual é a melhor, na dúvida eu escolheria todas as versões.

Ela é
Rachel McAdams


Vocês decidem qual versão preferem...

P.S. Se querem ver um filme bem legal com ela assistam Diário de uma Paixão do Nick Cassavetes, foi o filme responsável por eu me apaixonar por essa maravilha...

posted by Paulo F. 2:54 PM Pitacos:


Mais livros

Enquanto a bienal corre solta lá no Anhembi, eu continuo minha peregrinação por sites e livrarias, procurando a paz e os descontos que a Bienal não traz. Isso é uma tortura porque sem dinheiro não se compra, porém a lista de grande vai se tornando gigante e logo mais com certeza será interminável. Mas a gente dá um jeito. Sempre há um jeito.

Ontem já falei do novo livro do Hornby e hoje falo de dois livros que acabaram de ser lançados pela Editora Objetiva e que merecem atenção.

Trabalhos de Amor Perdidos

Jorge Furtado é um grande escritor. E na minha opinião um grande cineasta e roteirista por causa disso.
Eu só não sabia que ele tinha se aventurado pelo romance. Por isso foi uma surpresa encontrar esse título no site da editora,

"Baseado livremente na peça homônima de Shakespeare, Trabalhos de amor perdidos, o livro, conta a história de Robin, um jovem ator que viaja como bolsista para Londres, Dinamarca e Nova York para estudar a obra do escritor bretão com um grupo de alunos, vindos do mundo inteiro. Além dos colegas Duck e Gavil, com quem vai viver situações hilárias em Manhattan, Robin também conhecerá gente de lugares remotos, todos loucos por Shakespeare ¿ como a estudante árabe, de olhos negros como piche, por quem ele se apaixona."

Pelo que parece, esse livro faz parte de uma série em que vários autores jogarão um novo olhar sobre as comédias de Shakespeare. O próximmo será o LFV mandando seu olhar sobre Noite de Reis. Conhecendo a competência dos dois autores, só posso chegar a conclusão de que será bem legal.

O Diário do Chaves

Roberto Gomez Bolañoz sem dúvida foi uma espécie de geniozinho da televisão Mexicana. Além de criar os indubitáveis fenômenos Chaves e Chapolim (qual outro programa permanece há 30 anos sendo exibido em mais de 10 países?). E além disso ele é escritor e roteirista muito prestigiado por lá, como aqui a gente só vê os americanos e os europeus, nunca saberíamos disso.
E agora a Objetiva, resolveu lançar um de seus romances que é esse Diário do Chaves.

""Escrito" pelo próprio Chaves, este livro traz uma coleção de pensamentos e situações envolvendo a turma do programa de TV: Seu Madruga, Kiko, Chiquinha e muitos outros estão presentes no livro.
Primeiro livro de ficção sobre Chaves a ser lançado no Brasil, O Diário do Chaves desvenda histórias nunca reveladas pelo personagem na série de TV, que há quase 20 anos vem alcançando altos índices de audiência no país. A obra traz ainda ilustrações feitas pelo autor."

Como eu gosto de Chaves e não tenho o menor pudor de dizer isso - acho até que se as pessoas assistissem mais chaves ao invés de ratinho ou big brother ou novela e algo parecido, viveriamos num lugar bem melhor - fiquei curioso para ver como é esse tal livro.

É isso aí, vamos ver o que vai aparecendo por aí.
As sinopses foram retiradas do site da editora.

posted by Paulo F. 11:51 AM Pitacos:

Domingo, Março 12, 2006


Uma puta novidade

Eu li na Bravo e já achei alguns sites falando sobre.
Então pra alegria de nós, os pobres humanos (e principalmente do Randall).


UMA LONGA QUEDA
Nick Hornby

O que pode acontecer quando quatro pessoas que não se conhecem mas que têm algo em comum, a vontade de morrer, se encontram no alto de um prédio?

Tradução: Antonio E. de Moura Filho
Páginas: 304
Formato: 14x21
ISBN: 85-325-2017-0
Código: 9788532520173

Eu já procurei na Fnac e na Cultura mas ainda não achei.
Na Bienal deve ter, mas e a coragem pra ir até lá?

Ah como me faz falta essas coisas que tem um $ no meio.

posted by Paulo F. 6:44 PM Pitacos:

Sexta-feira, Março 10, 2006


V de Vingança

Eu não li os quadrinhos de Allan Moore e David Lloyd, e não há desculpas para isso eu sei, mas ninguém é perfeito. Porém, isso não atrapalha em nada no julgamento de um filme que foi adaptado de uma história em quadrinhos já que estamos falando de dois suportes diferentes e seria besteira comparar. Um bom filme pode existir mesmo sendo mal adaptado. Assim como um mal filme.
Enfim, não sei se esse é o caso de V de Vingança que assisti hoje - sim, hoje eu finalmente fui numa das privilegiadas "cabines", e além de café da manhã grátis vi um filme que só vai estrear mês que vem. E me acho na obrigação de falar sobre ele - pois como filme ele funciona bem.
A história vocês devem conhecer, futuro caótico, sistema ditatorial fudido, povo enganado e reprimido, aquela velha coisa George Orwell que todo mundo sabe. Porém há um herói e há uma mocinha e por aí já sabemos onde vai dar. Ponto.
No começo tudo me pareceu num ritmo acelerado demais, com a velha preocupação de te ambientar num troço que nem vivendo nele você conseguiria, a direção meio confusa, bons atores meio desperdiçados e você acha que tudo continuará assim. Mas aí alguém deve ter despedido o montador e tudo começou a tomar um bom ritmo e começar a ficar legal e menos confuso. É perceptível um quê de quadrinhos no desenvolvimento da história, pequenas elipses que se fecham e inserções que vindo do nada acabam contribuindo para o final que todos querem e esperam. Nada de mais, apenas um bom thriller de ação com direito á plano revolucionário e discurso libertário escamoteado. Creio que nos quadrinhos tenha sido menos maquiado, mas...
O roteiro é dos irmãos Matrix e dá para perceber que eles se esforçaram para apagar os erros do passado, mas na minha opinião vão ter que se esforçar mais. Há o potencial, mas é preciso culhão pra fazer perante a ditadura financeira que rege o cinema americano. O que acaba se tornando uma ironia perante à história do próprio filme.
A direção não é nada demais, simples e firme, James Mcteigue segue à risca a escola de onde veio - foi assistente dos irmãos Matrix e de Jorge Lucas no fraco Episódio 3. Uma pitada de inovaçãozinha aqui e ali, bom uso dos efeitos sonoros e especiais, mais ainda segura o cú bem apertado na hora de viajar no tema e nas cenas, que poderiam ser bem melhor pensadas.
O charme do filme porém está na presença sempre marcante da Natalie Portman uma das cosinhas mais lindas e talentosas do atual cinema mundial - quem se lembra de suas evoluções na barra em Closer que diga - linda como sempre, até que adota um visual Sinead O´Connor e para nossa surpresa: continua linda. Seu ar de garota ingênua e indefesa é um trunfo para sua atuação, principalmente num filme como esse.
Hugo Weaving que não mostra a sua cara - graças ao bom Deus - apenas dá o ar de sua voz de leitor de poemas e é o bastante, além das suas estripulias karatecas já conhecidas.
Enfim, V de Vingança não é um dos melhores, mas é uma boa diversão, tem tudo o que precisamos para não sair do cinema insatisfeitos porém há o ideal, e diferente do que os personagens dizem o tempo todo, faltou à idéia um pouco mais de coragem para faze-la acontecer em sua plenitude.

Parece que estréia dia 7 de Abril.
Até lá ninguém mais lembra desse texto.

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E por isso, a musa da sexta-feira, para delírio dos barbudos, é a maravilhosa:

NATALIE PORTMAN


ouch

posted by Paulo F. 4:08 PM Pitacos:

Quinta-feira, Março 09, 2006


O mês Bukowski



Hoje faz exatos 12 anos que o escritor Charles Bukowski faleceu.
Morreu com 74 anos em San Pedro, na Califórnia, onde viveu por 50. Por incrível que pareça o velho safado morreu de Pneumonia. Depois de passar mais 60 anos bebendo diáriamente.
Grande homem foi Bukowski. Grande homem e grande escritor. Um típico gênio incompreendido.
Na minha opinião poucas pessoas sacaram mesmo qual era a do Bukowski, qual era a da sua literatura. Abaixo da superfície de velho bêbado e mulherengo havia doçura, sensibilidade é um olhar cínico e crítico sobre a vida que raros são os escritores que conseguiram sintetizar em frases tão curtas e certeiras como as dos romances e contos do velho Buk.

"Fay tinha uma mancha de sangue no canto esquerdo da boca, peguei um pano molhado e limpei. As mulheres nascem para sofrer; não é de espantar que vivam pedindo declarações de amor."

- Trecho de Cartas na Rua, mais precisamente logo depois que sua parceira Fay dá à luz sua filha Marina -

"Você consegue imaginar seu rabo sendo estourado pelo bem da história antes mesmo que soubesse como era uma mulher? Ou comprado um automóvel? O que eu estaria protegendo? Alguém mais. Alguma outra pessoa que está cagando pra mim. Morrer na guerra nunca evitou que outras guerras continuassem acontecendo."

- Trecho de Misto Quente -

Pequenos exemplos de um escritor que é considerado um cara bêbado, que não liga para as mulheres e que só escreve superficialidades. Dá pra ver por esses dois trechinhos que a coisa é um pouco diferente.

Mas enfim, vamos explicar o título desse post.
Eu tenho vários livros do velho Buk, vários livros que comprei e não conseguia ler - eu compro vários livros e nunca leio - por causa do TCC, da faculdade e essas merdas todas. E frente a isso decidi todos de uma vez só, em seguida e procurei uma data legal para isso. Como março é o mês da morte do velho Buk, decidi que dedicaria esse mês à leitura das suas escritas sagradas - ou bêbadas.
Como já estamos no dia 9 e eu quis deixar para escrever esse post no dia certo, como comecei no dia primeir, já matei a leitura de dois livros: Misto Quente e Cartas na Rua.
Factotum eu li de novo no fim do ano então esse eu pularei, mas tenho o filme aqui comigo he he he.
Estou tentando fazer uma cronologia da vida do escritor e não da ordem do lançamento dos livros, então os próximos serão:
Fabulário Geral do Delírio Cotidiano, Crônica de um Amor Louco, Mulheres, Notas de um Velho Safado, Numa Fria, Hollywood, O Capitão Saiu para o Almoço e os Marinheiros Tomaram Conta do Navio, Pulp e por último a biografia Vida e Loucuras de um Velho Safado, do Howard Sounes que foi publicado pela Conrad.
Coisa pra caralho, mas não há nada melhor para entender um autor do que ler a sua obra de uma vez só. Fiz isso com o John Fante ano passado e foi muito bom.
Enfim, será um longo e agradável mês.

Portanto, se vocês me verem em algum bar, meio sujo e barbudo, não se assustem, já está explicado por quê.

posted by Paulo F. 11:25 AM Pitacos:

Quarta-feira, Março 08, 2006


Pois é, um dia desse alguém disse que dia 8 de março seria doravante o dia Internacional da Mulheres. Elas gostaram ficaram felizes, os chefes compram rosas para suas funcionárias e tudo segue na mais perfeita ordem. Só que na minha cabeça isso não funciona direito. Dia da mulher é todo dia, assim como dia dos homens e dos negros, judeus, gays... essa mania de criar um dia especial para cada coisa.
Se quer criar, crie, mas que seja direito, aposto que tem uma porrada de garotas que adoraria trocar o título do dia por uma folga para ficar em casa, pintar a unha, fazer escova ou sei lá o que as mulheres fazem em seus dias de folga.
Enfim, nem tudo é belo.

Mas falando em mulher e beleza, vou aproveitar para falar aqui da única mulher que durante anos (nos últimos 7 para ser mais exato) vem virando a minha cabeça, me causando sentimentos confusos, fazendo com que toda vez que seus rosto ou seu corpo venha á minha cabeça, um caláfrio percorra minha espinha e se aloje na base do pescoço causando ao mesmo tempo uma tensão de alegria e um relaxamento de bem estar. A única mulher que realmente merecia um dia só dela. Já declarei abertamente que ela é a minha musa. A única garota que amo de verdade mas prefiro sequer chegar perto dela.

Como aquela música do Belle & Sebastian:

"(...)You're my picture on the wall,
You're my vision in the hall,
You're the one I'm talking to,
When I get in from my work,
You are my girl, and you don't even know it,
I am living out the life of a poet,
I am the jester in the ancient court,
You're the funny little frog in my throat.(...)

(...)I don't dare to touch your hand,
I don't dare to think of you,
In a physical way,
And I don't know how you smell,
You are the cover of my magazine,
You're my fashion tip, a living museum,
I'd pay to visit you on rainy Sundays,
And maybe tell you all about it, someday.(...)

A grande, a primeira, a última e a única.
MARYEVA



Outch!

Esses dias entrei numa banca e dei de cara com ela na Revista Um e sempre que a vejo em uma capa quero comprar a revista - mesmo que seja Molda Moldes, Criativa ou Claudia - mas nunca tenho grana para isso, então fico folheando a revista na banca e memorizando suas imagens, suas poses, sua carinha e principalmente esse sorrisão magnífico.
Que mulher...
E ontem fiquei sabendo que a Sexxy de Abril trará minha musa na capa. A última Playboy que comprei na vida foi a da Mary, e com certeza a última Sexxy também será a da Mary - a primeira foi da Regininha Poltergheist, mas isso não interessa.
Sigo esperando, louvando e sonhando com minha Deusa, a mais bela entre as belas e para deleite dos meus leitores e meu mesmo outra fotinho da maior, melhor e mais linda...
Maryeva...

Outch de novo!

posted by Paulo F. 11:41 AM Pitacos:

Terça-feira, Março 07, 2006


Eu já disse que sou o personagem principal de Sideways?
Pois é, tirando todo o lance do vinho e a punhetagem de ficar experimentando e não tomar a droga do Merlot e tals, ultimamente meu melhor companheiro anda sendo o Góes mesmo - 3,99 ali no Compre Bem - de resto eu ando igualzinho. Alguém sempre me acorda cedo e com sono, ando deprimido faz 12 anos, prefiro ficar sozinho do que caçando garotas que não levaram a nada... Sem falar no mal humor, ando o próprio Zé Buscapé, só balbuciando reclamações.

E o pior é que nem assisti ao filme ultimamente, apesar de andar numa vontade fudida de.



A única coisa que eu não vou fazer é roubar dinheiro da minha mãe.
É muita filhadaputice.
**********

E hoje o Randall tá mudando de casa.
Eu não tenho nada a ver com isso, mas vou lá dar uma força mesmo assim.
Até...

posted by Paulo F. 10:11 AM Pitacos:

Segunda-feira, Março 06, 2006


Definitivamente meu cérebro virou um Omelete.

Depois de quase uma semana sem internet, sem conseguir postar nada decente nesse blog, sem nem conseguir escrever nada decente e só vendo TV a Cabo, voltei para a minha velha e pobre vida.
Sem dinheiro, sem namorada e sem nada para me orgulhar.
E isso não é uma reclamação.
Prefiro as coisas assim, calma e imprevisíveis. Claro que à vezes um desses itens acima me tira um pouco o sono. Mas o que posso fazer, nada se resolve em uma noite. E aí eu viro para o outro lado ou pego meu livro e depois de alguns segundos estou dormindo.

Percebi que a rapaziada andou muito nervosa nos outros blogs por causa do Jerônimo (filho de Maria Homem) e seu "editorial" na veja. Confesso que me diverti muito ao ver esse povo arrancando os cabelos por causa de um verme.
Lembrei que outro dia uma barata apareceu aqui em casa. Era uma bela espécime, grande, gorda e lustrosa. E rápida. A bicha fazia atletismo e não dei conta de alcançá-la antes que ela se embrenhasse nas trevas que existem em meu Quitinete. Já era noite e eu não queria dormir sabendo que a qualquer momento poderia acordar com ela passeando sobre minha cara. Revirei tudo, movi móveis, abri gavetas, mexi em papéis, mexi, mexi, procurei e nada. A filhadaputa tinha sumido sem dar pistas. Com certeza ela tinha saído por debaixo da porta ou voltado para o ralo... sei lá, só sei que nunca mais vi a barata. No começo até fiquei preocupado, depois pensei que se foda, se eu estiver dormindo e ela passear sobre mim não verei. Então que se dane essa barata, eu tô com sono. E dormi... só fui lembrar dela no dia seguinte à tarde.
Adiantou tanta preocupação? Porra nenhuma, ela continua viva por aí. E mesmo que eu a matasse, nada garantia que uma outra viesse pelo mesmo lugar e chafurdasse em minha boca aberta e babada de sono.

As baratas e os críticos existem, a gente tem é mais que pouco se fuder para eles. De uma forma ou de outra a gente aprende a conviver e sobreviver a eles.

E o Oscar?
Como é chato aquele troço. Chato e inútil. E a Globo nem passa o negócio inteiro, primeiro o Big Brother. Não sei dizer, sinceramente, qual é mais importante.
Só sei que continuei lendo meu livrinho - já falei que começou o mês Bukowski? Pois é, dia 9 eu dou mais detalhes - e só olhava as categorias principais.
Legal a Reese Witherspoon ter ganhado. Fiquei com dó da Keira Knghtley que é gata demais pra não subir no palco nem que fosse só para nos agraciar com aquele sorriso.
Ducaralho o Phillip Seymor Hoffman ter recebido o prêmio, apesar de eu estar torcendo pelo Joaquim Phoenix, mas acho que é por gosto mais do Johnny Cash do que do Truman Capote. Mas foi merecido.
No Sábado eu quase fui ver "Crash" mas achei mais divertido ficar coçando as bolas. Se eu tivesse visto saberia se o prêmio foi merecido ou não. Mas não vi e sei lá quando vou ver.
Geralmente o filme ganha o Oscar de melhor filme e eu perco totalmente o interesse por ele.
Você viu Menina de Ouro?
Eu não.

A pergunta é:
Como o Randall sabia que Tstotsi ia ganhar melhor filme estrangeiro?
Subquestion: Como ele sabia que existia esse filme?
Eita.

Agora a parte interessante.
Inspirado nos camaradas Pierre Porpeta e Claudinei Vieira, vou colocar aqui fotos das minhas atuais musas.
Eu já fazia isso antes mas por qualquer motivo deixei de fazer e esse blog ficou muito mais feio.
Para abrir a semana, a deliciasinha da Eliza Kushku.
Eu sei que o Naka é fã dela. Eu também
Lembrei dela porque vi dois filmes com ela nesse finde.
Um se chamava "As Apimentadas" e eu não quero falar sobre isso. Só digo uma coisa: Cheerleaders.
Ou outro é "True Lies", ela é a filha do Arnold que em cima do avião naquela seqüência animal do final do filme.


Olha a maravilha.

Agora vou postar todo dia. Nem que for para escrever as mais terríveis besteiras...

posted by Paulo F. 12:41 PM Pitacos:

Quarta-feira, Março 01, 2006


Acabou o feriado, e eu continuo trabalhando, grande merda.
Ultimamente não ando com muita paciência para muita coisa. Principalmente para chamada de atenção. Não sei porque mas as pessoas um dia acordaram e resolveram trazer luz para minha vida, querem me transformar numa pessoa tolerante e bem humorada, e querem que eu deixe de ser intransigente.
E eu quero que todas vão para o inferno.
As contas tão pagas, quando não tem comida nem bebida na geladeira, eu e unicamente eu é quem sofre as conseqüências. Quando quero alguma coisa vou e faço sem pedir nada, nem convidar alguém para participar do meu mundo eu ando fazendo, principalmente por conta do meu estado de espírito. E tento, na maior parte do tempo não me meter na vida de ninguém, não julgar, não censurar, muito menos dar liçãozinha de moral.
Mas haja saco para agüentar quem acha que preciso de "ajuda".
Sim, eu preciso. A casa precisa de uma boa faxina e há algumas roupas precisando ser lavadas. De resto, seria de muita ajuda não tentar salvar minha vida, acredite, eu gosto dela, gosto de mim, e qualquer problema é ocasionado pela minha própria escolha, a escolha do EU que quero ser. E como acontece com toda escolha, a gente tem que arcar com as conseqüências.
Portanto guarde seus conselhos e broncas para quem quer ouvir.
Eu não to interessado.

**********
Eu acho o Cronópios um sitezinho de bosta.
O editor, um tal de Edson Cruz é um lambe botas ou algo que o valha. Lá só desfilam os nomezinhos da "nova literatura", algumas pessoas que escrevem bem pra caralho, outras que só têm nome.
Fazer o quê? Cada dia o mundo prova que é essencialmente feito de cuzões.
Mas hoje eu tenho que tirar o chapéu para esse sitezinho idiota porque foi publicado lá o texto de um cara que além de brother é um puta escritor e roteirista. O Leandro Moraes. Eu já tinha lido e revisado o conto e a surpresa foi boa ao ver que o conto foi publicado.
Então, para prestigiar o autor, e não o site, eu convido vocês a lerem.
O conto se chama: O Princípio do Ridículo.

http://www.cronopios.com.br/site/prosa.asp?id=1066

É isso aí Brother. Um dia você publica num lugar decente.

posted by Paulo F. 11:56 AM Pitacos:

Segunda-feira, Fevereiro 27, 2006


Eu prefiro não falar sobre o Carnaval assim como prefiro não falar sobre Cancêr, AIDS, política, a dívida externa e outros males irremediáveis. É de conhecimento de todos que não suporto tal comemoração (comemoração do quê?) e se não fosse pelo feriado eu odiaria ainda mais. Acontece que esse ano nem o feriado fez muito sentido para mim já que estou me sentindo o personagem daquele primeiro filme do Jarmusch, "Permanent Vacation".

Mas minhas "férias"também não são tão contemplativas assim. Passei as últimas duas semanas absortos em alguns trabalhos que tenho de fazer e as próximas serão iguais. O que é bom. Só que eu não imaginava que digitar e digitar o dia todo fosse tão cansativo. Mas acho que é questão de costume.
Resolvi que trabalharia melhor se passasse o feriado na casa de minha mãe. E assim como Jack Kerouac, me instalei no quartinho que está sempre arrumado para mim, coloquei o notebook numa mesinha e cá estou eu, ao som de Nei Lisboa depois de quase uma madrugada toda na frente dessa pequena tela. Às vezes um pouco de conforto e despreocupação é essencial para se escrever alguma coisa. Tanto que hoje acordei decidido a escrever algo para colocar nesse blog.

Outra coisa que me acompanhou desde este bucólico Sábado em que as ruas se encontravam vazias e o único som que se ouvia ao fundo era o tamborilar de baterias de escola de samba foi o livro "Minha Querida Sputnik" de Haruki Murakami. Eu já tinha ouvido falar desse romancista Japonês e fiquei muito interessado em sua obra. Sputinik foi o primeiro livro dele que comprei e só agora consegui pegá-lo para ler. Sua prosa pop flui como um silêncioso rio em meio à uma floresta verde, calma e silênciosa. Suas idéias são como vento farfalhando as folhas e o ritmo do romance nos dá a sensação que em meio a tudo isso há um sanguinário predador a espreita, esperando o momento certo de nos surpreender. "Minha Querida Sputnik"conta a história de uma garota de 22, cujo sonho é ser escritora, que se apaixona por uma mulher dezessete anos mais velha do que ela. O interessante é que a história é contada por um terceiro ponto de vista, o de um amigo dessa garota. E apesar de parecer uma história banal, como eu disse antes, a prosa de Murakami é intensa, penetrante e cheia de nuances.
Ultimamente ando dando muito valor à cultura pop contemporânea oriental. Desde os filmes de Wong Kar Wai que já falei aqui, agora a literatura de Murakami, que tem outros livros lançados no Brasil, acho que o mais famoso é "Caçando Carneiros", e o próximo que quero ler é "Norwegian Wood". Parece que os orientais têm uma capacidade incrível de capturar tudo o que acontece nos ambientes culturais, psicológico e social do mundo em que vivemos e sintetizar isso nas artes de uma maneira humana e ao mesmo tempo irreal, assim como a própria cultura japonesa é. Isso me leva a pensar em como deve haver autores que não conhecemos em outros ponto do mundo, já que só somos levados a consumir literatura inglesa, americana, brasileira, francesa e no máximo alguma coisa latino-americana. Será que não há algum autor Grego fudidamente bom que nunca chegou a nossas mãos por pura falta de vontade editorial? Ou seria por pura ganância editorial... não dá para saber.

No Domingo, quando tudo era samba, suor é ouriço (é assim?), na televisão 61 canais que não passava nada, eis que a Rede Record, logo ela, resolve exibir o clássico "Irmãos Cara de Pau" os Blues Brothers de Belushi e Aikroyd mandando ver seus blues com a presença de Aretha Franklin, Ray Charles e mais uma porrada de blues men e soul men da melhor qualidade. Eu nunca tinha visto e achei bacana, ainda mais quando o samba tentava predominar. E pensar que tinha gente que achava o blues e o rock músicas do demônio, se encontrassem-se presos num Sambodromo da vida iam repensar certamente essa opinião.

E agora vou aproveitando a calma, a janela que dá para uma parede cinzenta, o barulho das ruas da zona leste, os cães latindo alucinadamente e a voz do Nei Lisboa mandando um Ruby Tuesday, apesar de ainda ser segunda-feira. Mas é ele quem manda.

posted by Paulo F. 12:11 PM Pitacos:

Sábado, Fevereiro 25, 2006


O tempo passa e eu tenho várias coisas para fazer, envolvido em algumas coisinhas que não me deixam pensar em coisas interessantes para escrever no blog.
Só que hoje peguei uma coisa interessante no blog do Marião e fiquei feliz, por isso vou compartilhar.
Talvez semana que vem eu consiga mais tempo e consiga escrever mais coisas. Senão, vou tentando...

ATÉ QUE ENFIM, KIM

Li hoje no blog do Kim (que descobriu via "Estadão") que finalmente sai no Brasil (mais precisamente nesta quarta-feira de cinzas) a edição dos "Diário de Jack Kerouac". Du caralho. Agora é só esperar essa merda de carnaval passar pra mergulhar em escritos desse naipe :

"Segunda-feira, 23 de agosto de 1948

Quanto a mim, a base da minha vida vai ser uma fazenda em algum lugar onde vou produzir parte de minha própria comida, e, se necessário, toda ela. Um dia não vou fazer coisa alguma além de sentar embaixo de uma árvore para ver minha lavoura crescer (depois do devido trabalho, claro) " e beber vinho caseiro, e escrever romances para edificar meu espírito, e brincar com meus filhos, e relaxar, e gozar a vida, e brincar, e assoar o nariz. Eu digo que eles não merecem nada além de desprezo por isso, e a próxima coisa, claro, eles todos estarão marchando para alguma guerra aniquiladora que seus líderes corruptos começarão para manter as aparências (decência e honra) e "fechar as contas". (...) Caguei para os russos, caguei para os americanos, caguei para todo mundo. Vou viver a vida do meu jeito "preguiçoso coisa ruim", é isso o que eu vou fazer."

Jack Kerouac

E eu já entrei no site da LP&M para constatar que o livro será em formato convencional, nada de Pocket.
Prefiro assim.

posted by Paulo F. 3:18 PM Pitacos:

Quarta-feira, Fevereiro 22, 2006


Chinaski

Fevereiro está acabando e Março é o mês Bukowski.
Mas eu falo disso quando Março chegar.

Hoje, logo de manhã recebi esse email do Randall, logo essa semana que ando pensando e repensando várias coisas. Olha a responsa:

Terminei ontem o Misto Quente. Bom demais, o jeito que ele termina o livro é inacreditável, eu dava risada sozinho. Quando você ler a gente fala a respeito.

Mas tem uma coisa... o que você já leu com o Chinaski? É que achei vocês dois muito parecidos em muitos aspectos, nos mais essenciais. Só não tem nada a ver a parte de dar porrada e quando ele descamba DEMAIS pro exagero, mas o jeito meio, sei lá se é certo, niilista e iconoclasta dele parece demais com você. Ah, você também não é tão bebum assim, não sei se por falta de resistência ou por auto-preservação, mas já notei que raramente soca o pé na jaca.

Cara, é um jeito muito louco de ver o mundo, pelos olhos do Chinaski. Dá ainda mais raiva da hipocrisia e seus periféricos.

é um tipo de literatura que incomoda, cutuca. E encanta, pelo despojamento e pela quase perfeição. Eu ia ler Abacaxi na sequência, mas peguei o On The Road, e em 10 páginas já tou sentindo falta do Chinaski.

Notei também que a tendência natural é que a sua literatura se aproxime à do Bukowski, tanto na temática quanto no estilo, e percebo que você vai conseguir fazer coisas sensacionais nesse sentido. Eu, resignado, concluo que nunca vou conseguir, não tenho nas vísceras e entranhas o estofo necessário pra encher um espaço branco de papel com coisas como essas, e pelo pouco que conheço de você e da sua história de vida, você tem tudo isso. Tá tudo lá. Só fico triste porque prevejo um futuro em que você praguejará contra "10 Canções de Amor" ou "Algo no Jeito", pois o seu futuro, sua vida, sua literatura, tá ali no Chinaski.

Eu acho que vou continuar com as minhas historinhas leves e água com açúcar, consciente das minhas limitações. E aguardarei suas histórias tiradas das vísceras, comece a fuçar lá que você vai encontrar o que tanto procura.

Você sempre esteve no caminho certo, eu também. No futuro, pode ser que as pessoas não entendam como eles, algum dia, chegaram a se cruzar.

Abç, Randall

Valeu Randall, eu ainda acho que você exagerou um pouco, mas quem sabe um dia eu não te dê razão.

posted by Paulo F. 4:01 PM Pitacos:


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